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Alma de um VagaMundo

sexta-feira, julho 21, 2006

Sinónimo de Ti 



Amor, sentimento indescritível;
Tatuagem inapagável,
Memória ininterrupta,

Amor, palavra intraduzível;
Insaciável ternura,
Eterna existência.

Amor, sinónimo de ti...

A. Narciso @ sexta-feira, julho 21, 2006

quarta-feira, julho 19, 2006

Dolce Vita 



Há quem pense que uma refeição de peixe cru só se for sushi. Mas esta realidade está longe de ser única no mundo.

Após 15 horas de aeroportos, escala, voo transatlântico e comida de aviões (onde a fome nos visitou no seu sentido literal), impunha-se uma decisão: cair numa cama vítimas do jet-lag ou calcorrear Lima à procura duma refeição merecedora desse nome.

Estranhos numa cidade estranha, dois turistas percorrem as ruas de Miraflores, um enclave de turismo numa capital sobre a qual os guias alertam para a pouca segurança das ruas.

Partimos na demanda de algo que desse alento ao estômago. O concierge do hotel sugeriu LarcoMar.

Dar com o local não foi complicado… mas foi uma surpresa. É que o bendito centro comercial não estava à vista destes europeus habituados a reluzentes edifícios comerciais que se erguem qual Torres de Babel. Percorrendo a avenida José Larco em direcção ao mar, essa termina numa varanda à beira da falésia com vista para o Pacífico. A surpresa é que aí se esconde, aos olhos dos desprevenidos, o espaço LarcoMar, como uma casa cravada na falésia.

Ávidos por uma refeição típica da região, a nossa opção foi ceviche, ou seja, peixe cru!

Uma selecção de marisco e peixe crus marinados em muito sumo de limão, muita cebola, alguns vegetais que tomamos por salada e um tubérculo doce muito amarelo.

Para o paladar destreinado a primeira garfada é digerida a medo, a segunda para confirmar se afinal é comestível, a terceira para se habituar à novidade e as seguintes para assimilar a refeição. Em simultâneo, acompanhamos com um pisco sour. Mas sobre esta bebida falaremos mais tarde.

Conseguimos identificar todos os ingredientes vegetais, ou quase todos, já que o tubérculo doce amarelo permaneceu uma incógnita. No dia seguinte foi com orgulho que o guia nos revelava que o Peru tinha cerca de 2000 espécies de “papas”. – En la Europa se llama patata. – Ah! Batatas!

O mistério ainda reside face aos bivalves e peixes, uma vez que o nosso paladar de gourmets foi traído pelo ácido do limão. E à saída só pedimos a conta, não a receita.

Anabela Narciso @ quarta-feira, julho 19, 2006

sexta-feira, julho 07, 2006

Snapshot XXII 



Uma "casa" no fim do mundo

A. Narciso @ sexta-feira, julho 07, 2006

quarta-feira, julho 05, 2006

Málaga 

Quem chega a Málaga no Inverno fica espantado com a sua calma aparente. Mas é mesmo só aparente. Em cada ruela, em cada café, em cada mercado de rua conseguimos sentir o espírito agitado de uma das mais famosas terras da costa mediterrânica. E há muito que ver por aqui, para além das suas famosas praias, que mesmo nesta época do ano convidam a um agradável passeio, a fazer esquecer que ainda ontem tinha chovido a potes.



Ainda a sentir o aroma do mar, altura para rumar até ao seu centro histórico. E nada melhor do que começar a nossa visita pela Calle Larios a principal rua de comércio de Málaga, onde para além de lojas se pode encontrar inúmeros restaurantes e cafés. A partir daqui, podemos embrenharmo-nos nas ruelas circundantes e descobrir as inúmeras surpresas e monumentos que Málaga nos reserva.



A sua principal atracção, para além da sua imponente catedral e da casa/museu Picasso, é sem dúvida alguma Alcazaba, um forte muçulmano cuja construção se iniciou no século XI. Quem vê Alcazaba de fora pensa estar perante uma ruína arqueológica. Se bem que isso não deixe de ser verdade, o seu interior revela-nos fantásticas arcadas, jardins, pátios, colunas de mármore entre outras pequenas maravilhas. A não perder o mágico e espiritual Palácio Nazari, com os seus pátios que fazem lembrar Alhambra.



Bem perto de Alcazaba podemos encontrar o Teatro Romano de Málaga e o Castelo Gibralfaro. Ambos merecem uma visita, mas para quem tenha falta de tempo e já tenha visto teatros romanos noutras paragens aconselho a opção castelo, não só pela “agradável” caminhada que nos é exigida para lá chegarmos, mas sobretudo pela vista única sobre Málaga que temos das suas muralhas. No seu interior podemos ainda encontrar um pequeno museu onde se retrata a história marítima de Espanha.



E para quem, como nós, por lá passa em época natalícia nada como fechar a visita com uma passagem pelo simpático mercado internacional de Natal, que fica na praça em frente à casa de Picasso. E assim termina a nossa viagem de Inverno por terras de nuestros hermanos. Porém as crónicas com sotaque castelhano vão prosseguir em breve, só que agora do outro lado do Atlântico...

A. Narciso @ quarta-feira, julho 05, 2006

segunda-feira, julho 03, 2006

Um olhar sobre o Amor 



Ergo-me lentamente do sofá do nosso amor. Dormes. Nos traços do teu rosto adormecido consigo deslumbrar um teu sorriso. Vem-me à memória a recordação do brilho dos teus olhos quando te puxo para mim e te agarro carinhosamente pela cintura, quando me aconchegas nos teus braços e falamos de amor. Recordo as nossas brincadeiras que levam embora as tristezas, como o vento sacode a poeira. Componho a pequena manta laranja que te cobre e dou-te um ténue beijo nos teus lábios entreabertos. Retribuis-me com um beijo sonolento de um amor bem desperto. Sorrio.

Pego num cigarro e olho pela janela. Ao fundo um qualquer barco cruza em silêncio as serenas águas do Tejo, douradas pelo luar. Respiro fundo e largo o cigarro em cima da nossa mesinha de chá, enquanto te observo perdida nos sonhos. Algures aí estamos nós, num qualquer lugar perdido onde o tempo é só nosso e todo um mundo também...

A. Narciso @ segunda-feira, julho 03, 2006

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