sábado, agosto 11, 2007
Tardes de Jardim

Águas verdes que o vento ondula de passagem,
Folhas que navegam sem rumo ou direcção.
Aves que se perdem no azul doirado do céu,
Beijos que nascem e morrem nos lábios teus.
Árvores frondosas de sombras intermitentes,
Pedras que rolam perante passos apressados.
Tardes soalheiras regadas por um sorriso,
Linhas que se cruzam, na paixão do teu olhar.
Peças que numa dança se arranjam,
Memórias que numa conversam despertam.
Desejo que um aceno alerta,
Certeza da eterna beleza do amor.
AAA