quarta-feira, janeiro 05, 2005
Porto de Abrigo

Oh porto, que guardas os passos tatuados na fina areia da praia que te abraça.
Oh porto, onde embatem as ondas que se balouçam perante o olhar indefinido da lua, que do alto do seu reino te espreita.
Oh porto, recanto percorrido ao som envolvente das gaivotas, que dançam nos céus a eterna valsa do amor.
Oh porto, onde moram as saudades... que nascem, que se desfazem, que se sentem, morrem e se reinventam no ser, que se perde obnubilado na noite...
Oh porto, abrigo doce e cruel que desemboca em escadarias desertas,
onde ecoam passos nossos, onde uma mão se estende,
abrindo o peito que aporta uma página,
outrora branca... antes de ti.